O Santo deste dia foi um excelente Papa da Igreja Católica, num período difícil da história da Igreja, pois ocorria a queda do Império Romano. São Simplício liderou o rebanho de Cristo do ano de 468 a 483.
Simplício viveu num período em que toda a Roma e toda a Itália foram invadidas por vários povos bárbaros: visigodos, hunos, vândalos. Nosso santo foi elevado à Cátedra de Pedro e como Papa viu a ruína do Império, mas experimentou a assistência do Espírito Santo contra as heresias que invadiam o mundo cristão: Nestorianismo, que dizia ser o Cristo Homem diferente do Cristo Deus e o Monofisismo, que pregava duas naturezas do Cristo, onde a divina suprimia a humana.
Com a queda do Império Romano em 476, Roma tornou-se a cidade dos Papas. Em meio aos conflitos dos bárbaros por causa do poder, foram os Papas as autoridades máximas no campo moral e jurídico, promovendo a paz e a justiça.
Por fim, São Simplício faleceu no ano de 483, na cidade de Roma. Ele soube conciliar a luta diária no interno e externo da Igreja militante e entrou vitorioso na Igreja Triunfante.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
REFLEXÃO Nos momentos de dificuldades nós sentimos de perto o quanto é importante a união com Jesus Cristo. São Simplício viveu num momento histórico conturbado, mas nunca perdeu a esperança de que as coisas seriam melhores. Manteve uma fé firme e procurou realizar em tudo o desejo de Cristo, promovendo a paz e a reconciliação dos povos. Que Deus atenda os nossos pedidos nos momentos de dificuldades, e que, quando estivermos em paz saibamos elevar a voz e o coração em agradecimento.
ORAÇÃO Deus eterno e todo-poderoso, quiseste que São Simplício governasse todo o vosso povo, servindo-o pela palavra e pelo exemplo. Guardai, por suas preces, os pastores de vossa Igreja e as ovelhas a eles confiadas, guiando-os no caminho da salvação. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
“Onde dois ou mais estiverem reunidos em meu nome, eu aí estarei no meio deles”, ficai conosco, aqui reunidos para melhor meditar e comungar com vossa Palavra.
Sois o Mestre e a Verdade: iluminai-nos, para que melhor compreendamos as Sagradas Escrituras.
Sois o Guia e o Caminho: fazei-nos dóceis ao vosso seguimento.
Sois a Vida: transformai nosso coração em terra boa, onde a Palavra de Deus produza frutos abundantes de santidade e de apostolado.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto, na Bíblia: Mc 12,28b-34 e observo a síntese que Jesus faz dos mandamentos.
Um mestre da Lei que estava ali ouviu a discussão. Viu que Jesus tinha dado uma boa resposta e por isso perguntou:
- Qual é o mais importante de todos os mandamentos da Lei?
Jesus respondeu:
- É este: "Escute, povo de Israel! O Senhor, nosso Deus, é o único Senhor. Ame o Senhor, seu Deus, com todo o coração, com toda a alma, com toda a mente e com todas as forças." E o segundo mais importante é este: "Ame os outros como você ama a você mesmo." Não existe outro mandamento mais importante do que esses dois.
Então o mestre da Lei disse a Jesus:
- Muito bem, Mestre! O senhor disse a verdade. Ele é o único Deus, e não existe outro além dele. Devemos amar a Deus com todo o nosso coração, com toda a nossa mente e com todas as nossas forças e também devemos amar os outros como amamos a nós mesmos. Pois é melhor obedecer a estes dois mandamentos do que trazer animais para serem queimados no altar e oferecer outros sacrifícios a Deus.
Jesus viu que o mestre da Lei tinha respondido com sabedoria e disse:
- Você não está longe do Reino de Deus.
Depois disso ninguém tinha coragem de fazer mais perguntas a Jesus.
Refletindo
O mestre da Lei que por Jesus à prova. No Antigo Testamento há decálogos w leis que regulavam a conduta do israelita. A tradição rabínica possuía até 613 preceitos, 248 mandatos e 365 proibições. O mestre pergunta a Jesus qual é o mandamento mais importante. Jesus resume todos os mandamentos em dois, igualmente importantes e inseparáveis: o amor a Deus e ao próximo. Quem ama a Deus deve amar o filho de Deus, ou seja, o próximo. Tudo o mais é consequência. E diz mais: o amor ao próximo deve ser igual ao amor a si mesmo.
2. Meditação (Caminho)
O que o texto diz para mim, hoje?
Como vivo estes dois mandamentos? Começo ao contrário, pelo segundo mandamento. Amo as outras pessoas como a mim mesmo? O papa emérito Bento XVI, em 2006, a sua primeira encíclica intitulada “Deus caritas est”, Deus é amor. No parágrafo 16, diz que há um “nexo indivisível entre o amor a Deus e o amor ao próximo: um exige tão estreitamente o outro que a afirmação do amor a Deus se torna uma mentira, se o homem se fechar ao próximo ou, inclusive, o odiar.”
Meditando
O papa diz mais: “Só a minha disponibilidade para ir ao encontro do próximo e demonstrar-lhe amor é que me torna sensível também diante de Deus. Só o serviço ao próximo é que abre os meus olhos para aquilo que Deus faz por mim e para o modo como Ele me ama. Os Santos — pensemos, por exemplo, na Beata Teresa de Calcutá — hauriram a sua capacidade de amar o próximo, de modo sempre renovado, do seu encontro com o Senhor eucarístico e, vice-versa, este encontro ganhou o seu realismo e profundidade precisamente no serviço deles aos outros. Amor a Deus e amor ao próximo são inseparáveis, constituem um único mandamento” (Deus caritas est, 18).
É assim que amo meu irmão? É assim que amo a Deus?
3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, ouvindo a Oração do amor
(1Cor 13)
4.Contemplação (Vida e Missão)
Qual meu novo olhar a partir da Palavra?
Meu novo olhar é de renovada relação de amor com Deus e, em conseqüência, com o próximo.
Ó Jesus Mestre, Verdade, Caminho e Vida, tem piedade de nós.
Bênção
- Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Santa Catarina de Bolonha viveu no século XV. Nasceu em Ferrara em 1413, Itália. Filha de um agente diplomático do Marquês de Ferrara, aos onze anos foi indicada como a dama de honra da filha do Marquês. Com isso, compartilhou com ela o seu treinamento e ensino. Quando a filha casou-se ela quis que Catarina continuasse ao seu serviço, mas Catarina abandonou a corte para ser uma Franciscana. Tinha apenas catorze anos.
Catarina estava decidida a viver uma vida de perfeição e era admirada pelas companheiras. Ela começou a ter visões de Cristo e escreveu as suas experiências. Através dos esforços do Papa Nicolau V, o convento das Clarissas em Ferrara erigiu uma clausura e Catarina foi indicada como Irmã Superiora. A reputação da Comunidade pela sua santidade e austeridade era largamente difundida. Enfim, ela foi indicada como Superiora em um novo convento em Bolonha.
A sua vida chegou até nós envolta de fatos extraordinários. Assim, contam que no Natal de 1456 recebeu, das mãos de Nossa Senhora, o Menino Jesus. Sua maior preocupação era cumprir a vontade de Deus e servir os irmãos, especialmente os mais necessitados. É considerada uma das grandes místicas da Idade Média. Em 1463 Catarina ficou muito doente e veio a falecer.
Seu corpo foi exumado 18 dias mais tarde por causa de curas a ela atribuídas e ainda por causa de um doce perfume exalado de seu túmulo. Seu corpo foi encontrado incorrupto e até hoje permanece perfeito na Capela do convento das Clarissas Pobres em Bolonha. Foi canonizada em 1712.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
REFLEXÃO Santa Catarina de Bolonha foi uma mulher profundamente mística. Os fatos extraordinários que cercam sua vida são simples reflexos de sua profunda união com Jesus Cristo. Em tudo, Catarina colocava em primeiro lugar sua fé e sua dedicação aos mais abandonados. Hoje estamos mergulhados num mundo cheio de agitação e barulho. Que tal reservar um tempo da nossa vida para fazer um momento de silêncio e oração? Tenho certeza que o nosso dia vai ficar muito mais cheio de alegria e tranquilidade.
ORAÇÃO Senhor nosso Deus, que destes Santa Catarina de Bolonha como modelo e guia à numerosas virgens, concedei que conservemos sempre bem vivo aquele espírito seráfico, que ela ensinou com sabedoria e confirmou com magníficos exemplos de santidade. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
Preparo-me para a Leitura Orante rezando, com todos os internautas:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo.
Creio, Senhor Jesus, que sou parte de seu Corpo.
Espírito Santo,
tu que habitas, pela fé, nos nossos corações,
abre-nos à Palavra!
Seja a nossa inteligência e a nossa vontade,
terreno bom,
onde tu possas trabalhar com liberdade,
de modo que a nossa vida
seja sinal da tua caridade.
Amém.
1. Leitura (Verdade) O que diz o texto do dia?
Leio atentamente o texto: Lc 11,14-23 , e observo pessoas, o que pensam e o que esperam de Jesus.
Jesus estava expulsando de certo homem um demônio que não o deixava falar. Quando o demônio saiu, o homem começou a falar. A multidão ficou admirada, mas alguns disseram: - É Belzebu, o chefe dos demônios, que dá poder a este homem para expulsar demônios. Outros, querendo conseguir alguma prova contra Jesus, pediam que ele fizesse um milagre para mostrar que o seu poder vinha de Deus. Mas Jesus, conhecendo os pensamentos deles, disse: - O país que se divide em grupos que lutam entre si certamente será destruído; a família que se divide em grupos que lutam entre si também será destruída. Se o reino de Satanás tem grupos que lutam entre si, como continuará a existir? Vocês dizem que é Belzebu que me dá poder para expulsar demônios. Mas, se é assim, quem dá aos seguidores de vocês o poder para expulsar demônios? Assim, os seus próprios seguidores provam que vocês estão completamente enganados. Na verdade é pelo poder de Deus que eu expulso demônios, e isso prova que o Reino de Deus já chegou até vocês. - Quando um homem forte e bem armado guarda a sua própria casa, tudo o que ele tem está seguro. Mas, quando um homem mais forte o ataca e vence, leva todas as armas em que o outro confiava e reparte tudo o que tomou dele. - Quem não é a meu favor é contra mim; e quem não me ajuda a ajuntar está espalhando.
Refletindo Um exorcismo e a expulsão de um demônio que era mudo causou admiração na multidão. A admiração era frequente diante dos milagres, mas não significava ainda, atitude de fé. Alguns até atribuem o exorcismo a um pacto com Belzebu! São os que têm reservas fundamentadas em dois aspectos: a dificuldade em compreender a origem e o poder de Jesus e a necessidade do sinal. Conhecendo seus pensamentos, Jesus fala da destruição da família e do país dividido. Diz ainda que quem não é a seu favor é contra ele e quem não o ajuda a reunir, ajuntar, está espalhando. Da pregação de Jesus, entendemos também que uniremos quando nos amamos e dividiremos quando nos apegamos a nós mesmos e não nos preocupamos com o próximo
2. Meditação (Caminho) O que o texto diz para mim, hoje? Sinto que promovo a comunhão na minha família, no meu trabalho, na Igreja? Meditando com a Igreja Os bispos, em Aparecida, na V Conferência, falaram da comunhão entre os cristãos: “A vocação ao discipulado missionário é con-vocação à comunhão em sua Igreja. Não há discipulado sem comunhão. Diante da tentação, muito presente na cultura atual de ser cristãos sem Igreja e das novas buscas espirituais individualistas, afirmamos que a fé em Jesus Cristo nos chegou através da comunidade eclesial e ela “nos dá uma família, a família universal de Deus na Igreja Católica. A fé nos liberta do isolamento do eu, porque nos conduz à comunhão”. Isto significa que uma dimensão constitutiva do acontecimento cristão é o fato de pertencer a uma comunidade concreta na qual podemos viver uma experiência permanente de discipulado e de comunhão com os sucessores dos Apóstolos e com o Papa.” (DAp 156). Tenho a tentação de contradizer, dividir, criticar, colocar obstáculos? Qual é a minha comunidade concreta? Como vivo nesta comunidade?
3.Oração (Vida) O que o texto me leva a dizer a Deus?
Rezo, espontaneamente, com salmos ou outras orações e concluo, com a Oração da CF 2018 Deus e Pai, nós vos louvamos pelo vosso infinito amor e vos agradecemos por ter enviado Jesus, o Filho amado, nosso irmão. Ele veio trazer paz e fraternidade à terra e, cheio de ternura e compaixão, sempre viveu relações repletas de perdão e misericórdia. Derrama sobre nós o Espírito Santo, para que, com o coração convertido, acolhamos o projeto de Jesus e sejamos construtores de uma sociedade justa e sem violência, para que, no mundo inteiro, cresça o vosso Reino de liberdade, verdade e de paz. Amém!
4.Contemplação (Vida e Missão) Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Meu novo olhar é de comunhão, de promoção da união de todos por onde passo. Bênção - Deus nos abençoe e nos guarde. Amém. - Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém. - Volte para nós o seu olhar e nos dê a sua paz. Amém. - Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém. Ir. Patrícia Silva, fsp patricia.silva@paulinas.com.br
São João de Deus nasceu no dia 08 de março de 1495, em Montemor, Portugal. Fugiu de sua casa aos oito anos de idade e durante sua vida foi pastor, soldado, vaqueiro, pedreiro, mascate, enfermeiro, livreiro e santeiro. Conta-se que sua mãe morreu de tristeza e de saudade do filho desaparecido, e que seu pai se fez monge. Viajou por toda a Europa, e quando retornou, em 1538 montou uma livraria em Granada, Espanha.
Neste mesmo ano, São João d'Ávila estava em Granada pregando o Evangelho e São João de Deus teve a oportunidade de ouvi-lo pregar. Impressionado com o sermão sobre o mártir São Sebastião começou a gritar pedindo perdão e misericórdia a Deus pelos seus pecados, e decidiu vender tudo o que possuía.
Ficou conhecido como louco, pois andava maltrapilho, e vagava pelas ruas, batendo no peito e confessando seus pecados. Levaram-no à presença de São João d'Avila, que o encaminhou a um hospício da redondeza aconselhando-o a dedicar-se as coisas de Deus. Sua melhora foi logo notada.
Conseguiu sair do hospício em 1539. Passou a ajudar aos outros doentes do hospício, dedicando totalmente sua vida aos desvalidos como enfermeiro. Fundou vários hospitais, onde os doentes eram tratados como seres humanos e como filhos de Deus. Juntaram-se a ele, colaboradores que deram origem aos Irmãos dos Enfermos.
Em 1549 contraiu uma grave doença que escondeu dos médicos com medo que não o deixassem mais trabalhar. Foi descoberto quando já não conseguia mais esconder os sinais da enfermidade, mas mesmo assim só conseguia pensar em ajudar os outros. Morreu em 1550 no dia 08 de março, de joelhos a rezar. Leão XII e declarou "Patrono dos Hospitais".
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
REFLEXÃO A vida de São João de Deus foi marcada por muitas aventuras. Não obstante suas idas e vindas, João nunca se esqueceu da caridade pelos mais abandonados. Ele soube reconhecer o Cristo no rosto dos mais pobres, principalmente no rosto dos enfermos. Recuperar a saúde e a dignidade do doente significava louvar o Cristo, que também foi um sofredor. Hoje queremos pedir a bom Deus, pela intercessão de São João de Deus, que nos abra o coração para acolher, consolar e visitar os doentes. A fragilidade humana não é esquecida por Deus e o instrumento que Deus usa para amenizar o sofrimento dos enfermos é a nossa voz e o nosso braço.
ORAÇÃO Ó Deus de bondade, dai-nos sempre a mesma serenidade que destes a São João de Deus, para que possamos zelar com dedicação e paciência dos doentes e sofredores que necessitam de nosso auxílio. Por Cristo nosso Senhor. Amém!
Preparo-me para a Leitura Orante, rezando com todos os que navegam pela web:
Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Espírito Santo que procede do Pai e do Filho, tu estás em mim, falas em mim, rezas em mim, ages em mim. Ensina-me a fazer espaço à tua palavra, à tua oração, à tua ação em mim para que eu possa conhecer o mistério da vontade do Pai. Amém.
1. Leitura (Verdade)
O que diz o texto do dia?
Leio atentamente, na Bíblia, o texto: Mt 5,17-19.
- Não pensem que eu vim para acabar com a Lei de Moisés ou com os ensinamentos dos Profetas. Não vim para acabar com eles, mas para dar o seu sentido completo. Eu afirmo a vocês que isto é verdade: enquanto o céu e a terra durarem, nada será tirado da Lei - nem a menor letra, nem qualquer acento. E assim será até o fim de todas as coisas. Portanto, qualquer um que desobedecer ao menor mandamento e ensinar os outros a fazerem o mesmo será considerado o menor no Reino do Céu.
Refletindo Jesus diz que não veio abolir a Lei, os mandamentos, mas aperfeiçoá-los. Fala de um novo Reino onde para entrar é preciso que se supere os doutores da Lei, ou seja, é preciso não apenas conhecer a doutrina, os deveres, mas praticá-los, vivê-los.
2. Meditação (Caminho) O que o texto diz para mim, hoje? Como vivo a Lei de Deus? Você se recorda dos 10 Mandamentos? Vale, neste momento, recordá-los: 1. Amar a Deus sobre todas as coisas. 2. Não tomar seu santo nome em vão. 3. Guardar domingos e festas. 4. Honrar pai e mãe. 5. Não matar. 6. Não pecar contra a castidade (fidelidade). 7. Não furtar. 8. Não levantar falso testemunho. 9. Não desejar a mulher do próximo. 10. Não cobiçar as coisas alheias. Todos estes mandamentos têm sua centralidade no mandamento do amor. Meditando Recordamos ainda, os Bispos que, na Conferência de Aparecida, disseram sobre o discípulo:"Para ficar parecido verdadeiramente com o Mestre é necessário assumir a centralidade do Mandamento do amor, que Ele quis chamar seu e novo: "Amem-se uns aos outros, como eu os amei" (Jo 15,12). Este amor, com a medida de Jesus, com total dom de si, além de ser o diferencial de cada cristão, não pode deixar de ser a característica de sua Igreja, comunidade discípula de Cristo, cujo testemunho de caridade fraterna será o primeiro e principal anúncio, "todos reconhecerão que sois meus discípulos" (Jo 13,35)." (DAp 138) Como vivo o mandamento do amor?
3.Oração (Vida)
O que o texto me leva a dizer a Deus? Rezo, com todos os cristãos, o Hino do amor
HINO AO AMOR Pe. Zezinho, scj
Se eu desvendasse os mistérios do universo, mas não tivesse amor; se o dom das línguas eu tivesse em prosa e verso, mas não tivesse amor, seria um sino barulhento e falador!
Se eu conhecesse umas quinhentas profecias, mas não tivesse amor; se eu conhecesse todas as teologias, mas não tivesse amor; teria tudo, menos Deus a meu favor!
Amor é graça, amor é força amor é luz, não é vaidoso, não derruba não seduz, não sente inveja, nem orgulho nem rancor, sabe perder mas não se sente perdedor. Amor aplaude mas educa o vencedor Amor perdoa mas educa o pecador, não atrapalha não bloqueia: faz andar, espera e crê, porque o amor sabe esperar.
Vem do passado, mas não é ultrapassado. Tem seus limites o saber e a religião, mas o amor aí não acaba nunca não (2x). Agora vemos por imagens ou sinais, mas o amor, aí, o amor é muito mais (2x). mas o amor, ah, o amor é bom demais!
Há mil verdades do outro lado da janela, mas o amor é a maior de todas elas!... (CD Canções que a fé escreveu, COMEP) Clip em http://youtu.be/mCwumbgmDPc
4.Contemplação (Vida e Missão) Qual meu novo olhar a partir da Palavra? Sou uma pessoa convocada pela Palavra do Evangelho a viver integralmente a Lei que Jesus Cristo resumiu no amor. Assim posso viver o dia de hoje e todos os outros. Bênção Bíblica O Senhor nos abençoe e nos guarde! O Senhor nos mostre seu rosto brilhante e tenha piedade de nós! O Senhor nos mostre seu rosto e nos conceda a paz!' (Nm 6,24-27) Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai e Filho e Espírito Santo. Amém.
Neste dia a Igreja entra em comunhão com os Santos do Céu rezando: "Ó Deus, pelo vosso amor, as mártires Perpétua e Felicidade resistiram aos perseguidores e superaram as torturas do martírio".
No ano 202 o imperador Severo mandou matar os cristãos que não quisessem adorar os falsos deuses. Perpétua estava celebrando uma reunião religiosa em sua casa de Cartago quando chegou os guardas do imperador e a levou prisioneira, junto com sua escrava Felicidade
Perpétua era uma jovem mãe, de 22 anos que tinha um bebê de poucos meses. Pertencia a uma família rica e muito estimada por toda a população. Enquanto estava na prisão, a pedido de seus companheiros mártires, foi escrevendo um diário de tudo o que ia acontecendo.
Felicidade era uma escrava de Perpétua. Era também muito jovem e na prisão deu à luz uma menina, que depois os cristãos se encarregaram de criar muito bem.
Na prisão escreveu Perpétua: "Fiquei horrorizada, nunca tinha experimentado tal sensação de escuridão. O calor era insuportável e éramos muitas pessoas em um subterrâneo muito estreito. Parecia que ia morrer de calor e de asfixia e sofria por não poder ter junto a mim o meu filho que era de tão poucos meses e que necessitava muito de mim. O que eu mais pedia a Deus era que nos concedesse a graça de sofrer e lutar por nossa fé".
Então chegou seu pai, o único da família que não era cristão, e de joelhos lhe rogava e lhe suplicava que não persistisse em chamar-se cristã. Que aceitasse a religião do imperador. Que o fizesse por amor a seu pai e a seu filhinho. Ela se comovia intensamente, mas terminou dizendo-lhe: “Pai, como se chama esta vasilha que há aí na frente?” "Uma bandeja", respondeu o pai. “Pois bem, essa vasilha deve ser chamada de bandeja, e não de pote ou colher, porque é uma bandeja. E eu que sou cristã, não posso me chamar pagã, nem de nenhuma outra religião, porque sou cristã e o quero ser para sempre".
E acrescenta o diário escrito por Perpétua: "Meu pai era o único da minha família que não se alegrava porque nós íamos ser mártires por Cristo".
Felicidade grávida alcançou a graça que pedia, já que seu filho nasceu antes do martírio. Um carcereiro debochava dizendo: "Agora se queixa pelas dores do parto. E quando chegarem as dores do martírio o que fará? Ela respondeu-lhe: "Agora sou fraca porque sofre a minha pobre natureza. Mas quando chegar o martírio a graça de Deus me acompanhará, e me encherá de força". E encheu-se de júbilo por poder sofrer o martírio juntamente com seus companheiros.
Batizadas na prisão, Santas Perpétua e Felicidade, foram condenadas pela firmeza da fé, foram lançadas na arena, onde uma vaca furiosa as feriu. Ao ver a jovem mãe atirada de um lugar para outro, e o leite gotejando de seus seios, o povo horrorizou-se, pedindo o fim do espetáculo. Depois disso foram degoladas. O ano era 203.
Colaboração: Padre Evaldo César de Souza, CSsR
REFLEXÃO O que nos ensinam estas duas mulheres, uma rica e instruída e a outra humilde e simples serva, jovens esposas e mães, que na flor da vida preferiram renunciar às alegrias de um lar, com desejo de permanecerem fiéis a fé em Jesus Cristo? Nos ensinam que o maior valor do mundo é a nossa fé e confiança no amor de Deus. A coragem dessas mulheres serve de inspiração para nossa vida cristã. Será que estamos sendo coerentes com a vivência de nossa religião?
ORAÇÃO Deus todo-poderoso, que destes às mártires Santas Perpétua e Felicidade a graça de sofrer pelo Cristo, ajudai também a nossa fraqueza, para que possamos viver firmes em nossa fé, como elas não hesitaram em morrer por vosso amor. Por Cristo nosso Senhor. Amém!