quinta-feira, 20 de agosto de 2015

Santo do Dia

São Bernardo de Claraval (1090-1153)

 

20 de Agosto - São Bernardo de Claraval

Abade e doutor da Igreja (1090-1153)
Bernardo nasceu na última década do século XI, no ano 1090, em Dijon, França. Era o terceiro dos sete filhos do cavaleiro Tecelim e de sua esposa Alícia. A sua família era cristã, rica, poderosa e nobre. Desde tenra idade, demonstrou uma inteligência aguçada. Tímido, tornou-se um jovem de boa aparência, educado, culto e de caráter reto e piedoso. Mas chamava a atenção pela sabedoria, prudência, poder de persuasão e profunda modéstia.

Quando sua mãe morreu, seus irmãos quiseram seguir a carreira militar, enquanto ele preferiu a vida religiosa, ouvindo o chamado de Deus. Na ocasião, todos os familiares foram contra, principalmente seu pai. Porém, com uma determinação poucas vezes vista, além de convencê-los, trouxe consigo o pai, os irmãos, primos e vários amigos. Ao todo, 30 pessoas seguiram seus passos, sua confiança na fé em Cristo, e ingressaram no Mosteiro da Ordem de Cister, recém-fundada.

A contribuição de Bernardo dentro da ordem foi de tão grande magnitude que ele passou a ser considerado o seu segundo fundador. No seu ingresso, em 1113, eram apenas vinte membros e um mosteiro. Dois anos depois, foi enviado para fundar outro na cidade de Claraval, do qual foi eleito abade, ficando na direção durante 38 anos. Foi um período de abundante florescimento da Ordem, que passou a contar com 165 mosteiros. Bernardo, sozinho, fundou 78 e, em suas mãos, mais de 700 religiosos professaram os votos. Quando Bernardo faleceu, havia 700 monges em Claraval.

Bernardo viveu uma época muito conturbada na Igreja. Muitas vezes, teve de deixar a reclusão contemplativa do mosteiro para envolver-se em questões que agitavam a sociedade. Foi pregador, místico, escritor, fundador de mosteiros, abade, conselheiro de papas, reis, bispos e também polemista político e tenaz pacificador. Nada conseguia abater ou afetar sua fé, imprimindo sua marca na história da espiritualidade católica romana.

Ao lado dessas atividades, nesse mesmo período, teve uma atividade literária muito expressiva, em quantidade de obras e qualidade de conteúdo. Tornou-se o maior escritor do seu tempo, apesar de sua saúde sempre estar comprometida. Isso porque Bernardo era um religioso de vida muito austera, dormia pouco, jejuava com frequência e impunha-se severa penitência.

Em 1153, participando de uma missão em Lorena, adoeceu. Percebendo a gravidade do seu estado, pediu para ser conduzido para o seu Mosteiro de Claraval, onde pouco tempo depois morreu, no dia 20 de agosto do mesmo ano. Foi sepultado na igreja do mosteiro, mas teve suas relíquias dispersadas durante a Revolução Francesa. Depois, sua cabeça foi entregue para ser guardada na catedral de Troyes, França.
 Seus livros de teologia e de ascética são lidos ainda hoje. Recorde-se "Tratado do amor de Deus" e "O Cântico dos Cânticos", uma terna declaração de amor à Virgem.
 Um de seus pensamentos: "Amar a Deus é ter caridade. Procurar ser amado por Deus é servir à caridade".

São Bernardo de Claraval, canonizado em 1174,por Alexandre II, recebeu, com toda honra e justiça, o título de doutor da Igreja em 1830, por Pio VIII.

 (Fonte: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario Sgarbossa, Paulinas Editora).

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br

quarta-feira, 19 de agosto de 2015

IV Jornada vocacional Tramandaí. Uma bênção de Deus!










Evangelho do Dia - 'Ide vós também para a minha vinha!'

Ano B - DIA 19/08


    

Os trabalhadores da vinha - Mt 20,1-16a

"O Reino dos Céus é como o proprietário que saiu de madrugada para contratar trabalhadores para a sua vinha. Combinou com os trabalhadores a diária e os mandou para a vinha. Em plena manhã, saiu de novo, viu outros que estavam na praça, desocupados, e lhes disse: 'Ide também vós para a minha vinha! Eu pagarei o que for justo'. E eles foram. Ao meio-dia e em plena tarde, ele saiu novamente e fez a mesma coisa. Saindo outra vez pelo fim da tarde, encontrou outros que estavam na praça e lhes disse: 'Por que estais aí o dia inteiro desocupados?' Eles responderam: 'Porque ninguém nos contratou'. E ele lhes disse: 'Ide vós também para a minha vinha'. Ao anoitecer, o dono da vinha disse ao administrador: 'Chama os trabalhadores e faze o pagamento, começando pelos últimos até os primeiros!'. Vieram os que tinham sido contratados no final da tarde, cada qual recebendo a diária. Em seguida, vieram os que foram contratados primeiro, pensando que iam receber mais. Porém, cada um deles também recebeu apenas a diária. Ao receberem o pagamento, começaram a murmurar contra o proprietário: 'Estes últimos trabalharam uma hora só, e tu os igualaste a nós, que suportamos o peso do dia e o calor ardente'. Então, ele respondeu a um deles: 'Companheiro, não estou sendo injusto contigo. Não combinamos a diária? Toma o que é teu e vai! Eu quero dar a este último o mesmo que dei a ti. Acaso não tenho o direito de fazer o que quero com aquilo que me pertence? Ou estás com inveja porque estou sendo bom?' Assim, os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos".

 
Leitura Orante

Oração Inicial

Pedimos ao Espírito Santo que nos conduza em nossa Leitura orante, para compreendermos o coração misericordioso de Deus que chama a todos para participarem do seu Reino.
Vinde, Espírito Santo, enchei os corações de vossos fiéis e acendei neles o fogo do vosso amor. Enviai, Senhor, o vosso Espírito, e tudo será criado. E renovareis a face da terra. Oremos: Senhor, nosso Deus, que pela luz do Espírito Santo instruístes o coração dos vossos fiéis, fazei-nos dóceis ao mesmo Espírito, para apreciarmos o que é justo e nos alegrarmos sempre com a sua presença. Por Cristo nosso Senhor. Amém.
 

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto? A quem Jesus está instruindo? Qual ensinamento Jesus quer transmitir por meio da parábola? Quem é Deus? O que representa a vinha? Quem são os convidados a participarem do Reino?
"Após abordar o tema do desprendimento em face da ambição das riquezas, Mateus insere uma parábola narrativa - uma exclusividade sua - dentro do lema: 'Os últimos serão os primeiros, e os primeiros serão os últimos', o qual não se adapta bem à parábola. Ela é dirigida às comunidades de judeo-cristãos que estavam em conflito com as sinagogas. Os judeus das sinagogas rejeitavam aqueles que aderiam ao Cristianismo e ameaçavam expulsá-los de seu convívio. Eles não admitiam que, no Cristianismo, os pagãos se considerassem eleitos de Deus, assim como eles próprios se consideravam, conforme sua tradição do Primeiro Testamento. Mateus quer instruir as comunidades de judeo-cristãos no sentido de que compreendam que, pela revelação de Jesus, Deus não faz distinção entre privilegiados e excluídos, tratando a todos com misericórdia e amor, em igualdade de direitos. No seu amor abrangente, Deus não se limita ao exclusivismo pretendido pelo Judaísmo.
Assim, na parábola os trabalhadores de última hora (os gentios), ao receberem seu pagamento, são tratados em pé de igualdade com relação aos primeiros que vieram trabalhar na vinha (o povo de Israel).
As parábolas partem de imagens extraídas da vida real. Analisando-as na parábola de hoje, vemos que, no cenário, aparecem o dono da vinha e os trabalhadores desocupados na praça, personagens característicos, respectivamente, da tradição de Israel e de uma cidade grega. Esses 'desocupados' não eram indolentes, mas viviam a amargura do desemprego e da busca de um trabalho para a sobrevivência diária, excluídos pelo sistema social." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia 2011’, Paulinas Editora).
 

2- Meditação (Caminho)

O que o texto diz para mim? Qual é o ensinamento que a parábola me revela? O que ela me convida a viver? Quais sentimentos a Palavra despertou em mim?
"Por um lado, pode-se ver na parábola a expressão da simples generosidade do proprietário que convocou os operários. Com pena dos últimos, decidiu dar-lhes o mesmo que pagou aos outros.
Por outro lado, é possível perceber nas imagens o significado do trabalho: não é mercadoria que se vende, avaliado pela quantidade da produção que dele resultou; é o meio de subsistência das pessoas e da família, bem como serviço à comunidade, pela partilha de seus frutos. Todos têm direito ao essencial para sua sobrevivência. Na parábola, a todos foi dado o necessário para a sobrevivência de um dia, independentemente da quantidade de sua produção. A venda do fruto do trabalho por um salário é uma alienação da dignidade do trabalhador e da trabalhadora. É vender uma parte do seu ser, de seu próprio corpo, do fruto de seu trabalho, para a acumulação de riqueza e prazer do patrão." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia 2011’, Paulinas Editora).
 

3- Oração (Vida)

Jesus, divino Mestre, nós vos adoramos, Filho muito amado do Pai, caminho único para chegarmos a ele. Nós vos louvamos e agradecemos, porque sois o exemplo que devemos seguir. Com simplicidade queremos aprender de vós o modo de ver, julgar e agir. Queremos ser atraídos por vós, para que, caminhando nas vossas pegadas, possamos viver dia a dia a liberdade dos filhos de Deus, renunciando a nós mesmos, para buscar em tudo, a vontade do Pai. Aumentai nossa esperança, impulsionando plenamente o nosso ser e o nosso agir. Ajudai-nos a retratar em nossa vida a vossa imagem, para que assim vos possamos possuir eternamente no céu. Amém.


4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual é a aplicação da Palavra em minha vida? O que me proponho a viver? Como vou atingir este propósito?
 

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.
 

Comentário

O amor de Deus é para todos
Trata-se de uma parábola do Reino. A parábola, em primeiro lugar, afirma algo fundamental de Deus: Deus é bom. A parábola é expressão da universalidade da salvação de Deus. A “vinha” é símbolo tanto de Israel como do Reino de Deus. Em todo tempo, representado pelas horas da jornada de trabalho, Deus toma a iniciativa de chamar a todos, onde quer que estejam, para o seu Reino. Deus é quem oferece a possibilidade de participação no seu Reino, independentemente dos méritos de cada um, pois Deus não quer que ninguém que ele criou se disperse ou se perca (cf. Jo 6,39; 10,28; 17,12). Em que consiste a justiça própria de Deus? Em amar sem distinção e sem limite. De algum modo, e em relação aos outros que nos precederam, todos somos operários da undécima hora. A verdade é que o modo de Deus agir revoluciona nossa escala de valores. A igualdade ressalta a graça extraordinária feita por Deus aos pecadores. Aos olhos de Deus, o verdadeiro salário é ouvir o convite e ser admitido à sua vinha. O amor de Deus é para todos; ele não faz acepção de pessoas.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
 

Oração

Pai, que eu jamais me deixe levar pelo espírito de ambição e de rivalidade, convencido de que, no Reino, somos todos iguais, teus filhos.

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br

Santo do Dia

São João Eudes (1601-1680)
Fundou a Congregação de Jesus e Maria e a Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor - "Irmãs do Bom Pastor"
 

19 de Agosto - São João Eudes

Sacerdote e fundador (1601-1680)


João Eudes nasceu em 14 de novembro de 1601, na pequena vila de Ré, no norte da França. Era o primogênito de Isaac e Marta, que tiveram sete filhos. Cresceu num clima familiar profundamente religioso.

Inicialmente, estudou no Colégio Real de Dumont, em Caen, dos padres jesuítas. Nos intervalos das aulas, costumava ir à capela rezar, deixando as brincadeiras para o segundo plano. Na adolescência, por sua grande devoção a Maria, secretamente consagrou-se a ela. Depois, sentindo sua vocação religiosa, foi aconselhado a terminar os estudos antes de ordenar-se sacerdote.

Em 1623, com o consentimento dos pais, foi para Paris, onde ingressou no Oratório, sendo recebido pelo próprio fundador, o cardeal Pedro de Bérulle. Dois anos depois, recebeu sua ordenação, dedicando-se integralmente à pregação entre o povo. Pleno do carisma dos oratorianos, centrados no amor a Cristo, e de sua especial devoção a Maria, passou ao ministério de pregação entre o povo. Promoveu o culto litúrgico do Sagrado Coração. Visitou vilas e cidades de Ile de França, Bolonha, Bretanha e da sua própria região de origem, a Normandia.

Nesta última, quando, em 1627, ocorreu a epidemia da peste, João percorreu quase todas, principalmente as vilas mais distantes e esquecidas. Como sensível pregador, levou a Palavra de Cristo, dando assistência aos doentes e suas famílias. Nunca temeu o contágio. Costumava dizer, em tom de brincadeira, que de sua pele até a peste tinha medo: "Desta carcaça até a peste tem medo", dizia. Mas temia pela integridade daqueles que viviam à sua volta, que, ao seu contato, poderiam ser contagiados.

Por isso não entrava em casa e, à noite, dormia dentro de um velho barril abandonado ao lado do paiol. Inconformado com o contexto social que evoluía perigosamente, no qual as elites dos intelectuais valorizavam a razão e desprezavam a fé, João Eudes, sabendo interpretar esses sinais dos tempos, fundou, em 1641, a Congregação de Jesus e Maria com um grupo de sacerdotes de Caen que se uniram a ele. A missão dos eudianos é a formação espiritual e doutrinal dos padres e seminaristas e a pregação evangélica inserida nas necessidades espirituais e materiais do povo. Além de difundir, por meio dessas missões, a devoção aos Sagrados Corações de Jesus e Maria.

Seguindo esse pensamento, também fundou a Congregação Nossa Senhora da Caridade do Refúgio, para atender às jovens que de desviavam pelos caminhos da vida e às crianças abandonadas. A Ordem deu origem, no século XIX, à Congregação de Nossa Senhora da Caridade do Bom Pastor, conhecida como as Irmãs do Bom Pastor.

Com os seus missionários, João dedicou-se à pregação de missões populares, num ritmo de trabalho simplesmente espantoso. As regiões atingidas pelo esforço dos seus missionários foram aquelas que mais resistiram ao vendaval antirreligioso da Revolução Francesa.

Coube a João Eudes a glória de ter sido o precursor do culto da devoção dos sagrados corações de Jesus e de Maria. Para isso, ele próprio compôs missas e ofícios, festejando, pela primeira vez, com um culto litúrgico do Coração de Maria em 1648, e do Coração de Jesus em 1672. Hoje, essas venerações fazem parte do calendário da Igreja.

Morreu em Caen, norte da França, no dia 19 de agosto de 1680, deixando uma obra escrita de grande valor teológico pela clareza e profundidade. Foi canonizado pelo papa Pio XII em 1925. A festa de são João Eudes comemora-se no dia de sua morte.

 (Fonte: Os santos e os beatos da Igreja do Ocidente e do Oriente, Mario Sgarbossa, Paulinas Editora)
Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br

terça-feira, 18 de agosto de 2015

4ª Jornada Vocacional em Tramandaí - 16 de agosto de 2015


Jovens da Paróquia Nossa Senhora dos Navegantes acolhem os participantes da IV Jornada Vocacional dos Freis Capuchinhos, que aconteceu no dia 16/08/2015.




Evangelho do Dia.


Nós deixamos tudo e te seguimos! - Mt 19,23-30

Então Jesus disse aos discípulos: “Em verdade vos digo, dificilmente um rico entrará no Reino dos Céus. E digo ainda: é mais fácil um camelo passar pelo buraco de uma agulha, do que um rico entrar no Reino de Deus”. Ouvindo isso, os discípulos ficaram perplexos e perguntaram: “Quem, pois, poderá salvar-se?”. Jesus olhou bem para eles e disse: “Para os homens isso é impossível, mas para Deus tudo é possível”. Em seguida, Pedro tomou a palavra e disse-lhe: “Olha! Nós deixamos tudo e te seguimos. Que haveremos de receber?”. Jesus respondeu: “Em verdade vos digo, quando o mundo for renovado e o Filho do Homem se sentar no trono de sua glória, também vós, que me seguistes, havereis de sentar-vos em doze tronos, para julgar as doze tribos de Israel. E todo aquele que tiver deixado casas, irmãos, irmãs, pai, mãe, filhos ou campos, por causa do meu nome, receberá cem vezes mais e terá como herança a vida eterna. Ora, muitos que são os primeiros serão os últimos, e muitos que são últimos serão primeiros”.
LEITURA ORANTE

ORAÇÃO INICIAL

"No seguimento de Jesus Cristo tudo adquire sentido para o discípulo e tudo ocupa o seu devido lugar", afirma Pe. Contieri. Por isso, o discípulo é capaz de dizer como Pedro: "nós deixamos tudo e te seguimos". Acolhamos a Palavra de Deus neste dia e os apelos que o Senhor revela ao coração de cada um de nós nesta Leitura orante.
Oremos: Ó divino Espírito, ensina-me tudo quanto Jesus ensinou. Dá-me inteligência para entender; memória para lembrar; vontade dócil para praticar; coração generoso para corresponder aos teus convites. Amém.

1- LEITURA (VERDADE)

O que diz o texto? Faça uma leitura atenta e observe o contexto da narrativa e o diálogo dos personagens. Qual é o ponto de partida do ensinamento de Jesus? Qual é a recompensa prometida por Jesus aos que decididamente o seguiram? 
"Diante do apego do jovem rico a seus bens, Jesus pronuncia severa sentença de advertência contra a riqueza, com a alusão à dificuldade de o rico entrar no Reino dos Céus. A expressão 'Reino dos Céus' é exclusiva de Mateus, equivalendo a 'Reino de Deus', usada por Marcos e Lucas. Mateus, atendendo a seu auditório judaico, optou por esta expressão para evitar a pronúncia do nome de Deus. Também, adaptando-se a este seu auditório, temos a sua referência exclusiva ao assentar-se dos discípulos seguidores em doze tronos para julgar as doze tribos de Israel.
Aquele que coloca o seguimento de Jesus acima de qualquer outro valor tem a vida eterna como herança." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia 2012’, Paulinas Editora).

2- MEDITAÇÃO (CAMINHO)

O que diz o texto para mim, hoje? O que significa deixar tudo para seguir Jesus? Como acolho a atitude dos primeiros discípulos que prontamente seguiram o Senhor quando foram chamados? No evangelho de ontem (Mt 19, 16-22), Jesus convidava o jovem rico para vender seus bens e entregar o dinheiro aos pobres para então segui-lo. Hoje é Pedro quem afirma: "Olha! Nós deixamos tudo e te seguimos." Como entendo esse deixar tudo por causa do Senhor? Isso ainda é possível nos dias de hoje? Encontramos pessoas dispostas para seguir o Senhor com tal disponibilidade? Que sentimentos a Palavra despertou em mim?

3- ORAÇÃO (VIDA)

Oração pelas Vocações
"Jesus, Bom Pastor, suscita em todas as comunidades cristãs sacerdotes e diáconos, religiosos e religiosas, leigos comprometidos e missionários, segundo as necessidades do mundo inteiro, ao que Tu amas e queres salvar.
Te confiamos em particular nossa comunidade: cria em nós o clima espiritual que havia entre os primeiros cristãos, para que possamos ser um cenáculo de oração em amorosa acolhida do Espírito Santo e de seus dons.
Assiste a todas as pessoas consagradas. Guia os passos do que acolheram generosamente teu chamado e se preparam às ordens sagradas ou a profissão dos conselhos evangélicos.
Volte teu olhar de amor para tantos jovens bem dispostos e chama-os ao teu seguimento. Ajuda-lhes a compreender que só em ti podem realizar-se plenamente.
Confiando estes grandes interesses de teu coração à poderosa intercessão de Maria, Mãe e modelo de todas as vocações, te suplicamos que sustenhas nossa Fé com a certeza de que o Pai concederá o que Tu mesmo mandou que peçamos." (Disponível em: http://www.pom.org.br)

4- CONTEMPLAÇÃO (VIDA E MISSÃO)

Recolha em poucas palavras o apelo que você sentiu para colocar em prática durante o dia. O que me proponho a viver?

BÊNÇÃO

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.