terça-feira, 22 de setembro de 2015

Santo do Dia

Inácio de Santhiá
Bem-aventurado
(1686-1770)

22 de Setembro - Bem-aventurado Inácio de Santhiá

Religioso da Ordem dos Frades Capuchinhos (1686-1770)


Lourenço Maurício nasceu no dia 5 de junho de 1686, em Santhiá, província de Vercelli, Itália. Era o quarto de seis filhos, da rica família dos Belvisotti, cristã, bem posicionada e muito conceituada socialmente. Aos sete anos, ficou órfão de pai, mas a sua mãe cuidou para que os filhos recebessem uma excelente instrução por meio de um sacerdote piedoso. Assim, além de uma formação literária invejável, ele cresceu na oração e amadureceu a sua vocação sacerdotal.

Completou os estudos teológicos em Vercelli, no ano de 1710. Depois de seis anos de frutuoso ministério sacerdotal, entrou na Ordem dos Frades Capuchinhos, emitindo os votos religiosos em 1717 e tomando o nome de frei Inácio. Desde então, foi enviado para vários conventos, sempre obediente e honrado por poder servir os irmãos da Ordem com a sua humilde pessoa.

Inácio de Santhiá foi enviado para Turim-Monte, em 1727, para ser prefeito de sacristia e confessor dos padres seculares e dos fiéis paroquianos, tarefa que desempenhou também nos últimos 24 anos de vida. Nesse ministério, demonstrou a caridade paterna, sabedoria e ciência, adquiridas nos livros e por meio das orações contemplativas. Dedicava os seus dias inteiramente ao serviço do confessionário. Com isso, a sua fama de bom conselheiro espiritual difundiu-se rapidamente, trazendo para a paróquia uma grande quantidade de religiosos, sacerdotes e fiéis desejosos de uma verdadeira orientação no caminho da santidade. A todos recebia com a maior caridade, porque os pecadores eram os filhos mais doentes e necessitados de acolhida e compreensão. Passou a ser chamado de "padre dos pecadores e dos desesperados".

Em 1731, o seu bom conceito de guia experiente e sábio levou-o a ocupar os cargos de mestre dos noviços e vigário do Convento de Mondoví, onde também a sua fama de santidade se espalhou entre a população, entusiasmando especialmente os jovens. Inácio ficou na direção do noviciado de Mondoví por 14 anos. Sua única intenção era formar os jovens para a vida, a mortificação, a penitência. Para isso, instruía, corrigia e encorajava com atenção e palavras amorosas, fazendo o caminho difícil tornar-se ameno. A sua função de mestre dos noviços só foi interrompida devido a uma grave doença nos olhos, que quase o cegou. Regressou a Turim, no final de 1744, para receber o tratamento adequado.

Foi assim que o frei Inácio retomou o seu apostolado do confessionário, exercido até os seus últimos dias. Morreu com fama de santidade no dia 21 de setembro de 1770, em admirável tranquilidade. A notícia espalhou-se rapidamente, e uma multidão de fiéis de todas as classes sociais acorreu para saudar pela última vez o "santinho do Monte", como era chamado. Os milagres atribuídos à sua intercessão logo surgiram e o seu culto ganhou vigor entre os devotos. Até que, em 1966, o papa Paulo VI declarou bem-aventurado Inácio de Santhiá, para ser venerado no dia seguinte à data de sua morte.

 Texto: Paulinas Internet

http://www.paulinas.org.br/diafeliz

sábado, 19 de setembro de 2015

Missas nas comunidades de Tramandaí e Imbé

3º Sábado, 19 de Setembro
15h30
Santa Terezinha
Missa
Fr. Breda
16h
N. Srª de Lourdes - Oasis Sul
Missa e batizados
Fr. Irineu
17h
N. Srª Aparecida - Mariluz
Missa
Fr. Lauvir
18h
N. Srª dos Navegantes - Matriz
Fr. Breda
18h15
Santo Antônio - Presidente
Missa
Fr. Irineu
19h15
São José
Missa
Fr. Lauvir
19h
São José Operário - Nova Nordeste
Missa
Fr. Irineu

3º Domingo – Dia 20 de Setembro
8h
N. Srª dos Navegantes - Matriz
Missa
Fr. Lauvir
9h
Santa Rita
Missa e batizados
Fr. Irineu
9h
São José
Missa e batizados
Fr. Breda
10h
N. Srª Medianeira
Missa   
Fr. Irineu
10h
Sagr. Coração Jesus - Indianópolis
Missa e batizados
Fr. Lauvir
18h
Santa Luzia - Parque Histórico
Missa
Fr. Breda
18h
N. Srª dos Navegantes - Matriz
Fr. Irineu

 

Evangelho do final de semana - O primeiro é aquele que serve a todos

Ano B - DIA 20/09


O primeiro é aquele que serve a todos - Mc 9,30-37

Partindo dali, Jesus e seus discípulos atravessavam a Galileia, mas ele não queria que ninguém o soubesse. Ele ensinava seus discípulos e dizia-lhes: “O Filho do Homem vai ser entregue às mãos dos homens, e eles o matarão. Morto, porém, três dias depois ressuscitará”. Mas eles não compreendiam o que lhes dizia e tinham medo de perguntar. Chegaram a Cafarnaum. Estando em casa, Jesus perguntou-lhes: “Que discutíeis pelo caminho?” Eles, no entanto, ficaram calados, porque pelo caminho tinham discutido quem era o maior. Jesus sentou-se, chamou os Doze e lhes disse: “Se alguém quiser ser o primeiro, seja o último de todos, aquele que serve a todos!” Em seguida, pegou uma criança, colocou-a no meio deles e, abraçando-a, disse: “Quem acolhe em meu nome uma destas crianças, a mim acolhe. E quem me acolhe, acolhe, não a mim, mas Àquele que me enviou”.
 
 

Comentário

No seguimento de Cristo, o maior é o que serve
Nosso texto de hoje é o segundo anúncio da paixão, morte e ressurreição de Jesus. Do ponto de vista narrativo, esses relatos têm a função de preparar o leitor para entrar no relato da paixão e morte do Senhor sem ser tomado pela surpresa e sem medo e esmorecimento, mas iluminado e fortalecido pela ressurreição. O Jesus de Marcos é um Mestre que sempre ensina os seus discípulos e a multidão. Aqui neste trecho o conteúdo é o mistério pascal do Filho de Deus. Jesus anuncia claramente sua paixão e ressurreição, mas os discípulos não são capazes de compreender e têm dificuldade em aceitar. Eles estão, por assim dizer, em outro registro, muito distante do que Jesus lhes anuncia. Para eles o Messias deve ser vitorioso e triunfar; eles não podem admitir que o Messias seja humilhado e morto. Naquela época, a ideia da ressurreição era, ainda, muito vaga. Como no primeiro anúncio (Mc 8,31-33), Jesus repreende os discípulos por causa da reação deles e do comportamento inadequado. Na verdade, eles não recebem bem o anúncio da paixão e da ressurreição. A discussão entre eles sobre quem era o maior é expressão da incompreensão acerca do destino de Jesus e de sua missão e, também, da condição deles como discípulos. Jesus revela que será entregue nas mãos dos homens, condenado e morto, e eles aspiram à grandeza. Jesus rejeita toda honra mundana, mas os seus discípulos desejam honra e grandeza. Tudo isso é incoerência. No seguimento de Cristo e, portanto, na vida cristã, o maior é o que serve, à imitação de Jesus que se fez servo de toda a humanidade. No seguimento do Senhor, em que o serviço deve caracterizar a missão, a disputa pelo poder e a defesa de privilégios são absolutamente inaceitáveis. O acolhimento de todos, sem acepção de pessoas, e de modo especial dos que mais precisam de cuidado, é a atitude requerida de todos os cristãos que compreendem a fé que professam. Peçamos ao Senhor que possamos amar o serviço e renunciar a todo tipo de prestígio pessoal e de honrarias mundanas.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj

 http://www.paulinas.org.br/diafeliz

sexta-feira, 18 de setembro de 2015

Evangelho do Dia - As mulheres seguem Jesus

Ano B - DIA 18/09

    

As mulheres seguem Jesus - Lc 8,1-3

Jesus percorria cidades e povoados proclamando e anunciando a Boa-Nova do Reino de Deus. Os Doze iam com ele, e também algumas mulheres que tinham sido curadas de espíritos maus e de doenças: Maria, chamada Madalena, de quem saíram sete demônios; Joana, mulher de Cuza, alto funcionário de Herodes; Susana, e muitas outras mulheres, que os ajudavam com seus bens.

Leitura Orante

Oração Inicial

A Palavra de Deus hoje nos convida ao seguimento de Jesus. Coloquemo-nos à disposição do Senhor, ouvindo sua Palavra como discípulos missionários.
Senhor Jesus, dá-me um coração simples para compreender a riqueza de ensinamentos escondida em tua Palavra. Envia teu Espírito Santo para que eu não tenha medo de escutá-la e vivê-la conforme a tua vontade. Que a Palavra transforme o meu coração através da fé e confiança que eu deposito em ti. Amém.

1- Leitura (Verdade)

O que diz o texto em si? Destaque os personagens presentes no texto. Eles aparecem em outros relatos? Traga presente texto bíblicos que abordam a presença das mulheres. Qual é a missão dos Doze discípulos? Qual é o tema central da narrativa?
"Lucas, no prólogo de seu evangelho, propõe fazer um relato ordenado dos acontecimentos relativos a Jesus. A ordem proposta não é no sentido de linearidade histórica, mas na perspectiva teológica da compreensão da Boa-Nova de Jesus. A introdução 'depois disso' não significa uma sucessão temporal, mas uma sucessão lógica das suas narrativas.
Esta é a única vez que nos evangelhos, ao longo do ministério de Jesus, se menciona um grupo de discípulos formado por homens e mulheres, sendo estas identificadas nominalmente. Na narrativa da Paixão, aparecerão em especial as que acompanhavam Jesus desde a Galileia (Lc 23,55).
Sobre elas é dito que tinham sido curadas, isto é, haviam sofrido as consequências da exclusão social e de gênero, mas sentiam-se libertadas por Jesus. Seguiam-no e serviam o grupo. Já tinham entendido e praticavam o serviço, que é a característica fundamental do Reino. Sobre os Doze não se diz nada. Mas mais adiante estarão discutindo sobre quem seria o maior, possuídos, ainda, pela ideologia davídica de um messias poderoso. Em torno de Jesus, sob o seu fascínio, reúnem-se discípulos e discípulas que vão amadurecendo e construindo relações novas, caracterizadas por liberdade, solidariedade e serviço." (Reflexão de José Raimundo Oliva, em ‘A Bíblia dia a dia’, Paulinas Editora).
 

2- Meditação (Caminho)

A Igreja, em sua missão evangelizadora, tem incentivado todos os batizados a assumirem a sua vocação de discípulos missionários de Jesus Cristo, Caminho, Verdade e Vida. Todos, homens, mulheres, crianças, idosos, jovens são convidados a participarem ativamente no anúncio da Boa-Nova do Reino. Ao mesmo tempo, o Documento de Aparecida nos recorda que "no seguimento de Jesus Cristo, aprendemos e praticamos as bem-aventuranças do Reino, o estilo de vida do próprio Jesus: seu amor e obediência filial ao Pai, sua compaixão entranhável frente à dor humana, sua proximidade aos pobres e aos pequenos, sua fidelidade à missão recebida, seu amor serviçal até a doação de sua vida" (DAp 139).
A partir da meditação dos textos, o que para mim significa seguir Jesus? De que forma vivo o meu batismo? Em quais realidades percebo a necessidade de proclamar corajosamente a Boa-Nova de Jesus? O que a Palavra me convida a viver? Quais sentimentos a Palavra despertou em mim?
 

3- Oração (Vida)

Confie ao Senhor o apelo que surgiu em seu coração na escuta e meditação da Palavra. Conclua rezando as Invocações a Jesus Mestre.
Jesus Mestre, santificai meus pensamentos e aumentai minha fé.
Jesus Mestre, libertai-me do desânimo e fortificai minha esperança.
Jesus, Mestre vivo na Igreja, ajudai-me a viver a solidariedade e o amor.
Jesus Mestre, caminho entre o Pai e nós, tudo vos ofereço e de vós tudo espero.
Jesus, caminho da santidade, tornai-me vosso fiel seguidor.
Jesus Caminho, tornai-me perfeito como o Pai que está nos céus.
Jesus Vida, vivei em mim, para que eu viva em vós.
Jesus Vida, fazei-me viver eternamente na alegria do vosso amor.
Jesus Verdade, que eu seja luz para o mundo.
Jesus Caminho, que eu seja vossa testemunha autêntica diante de todos.
Jesus Vida, fazei que minha presença comunique vosso amor e vossa alegria. Amém.

4- Contemplação (Vida e Missão)

Qual é o novo olhar que nasceu em mim a partir da Palavra? Quais apelos recebi e compromissos que desejo concretizar em minha vida?
 

Bênção

- Que Deus nos abençoe e nos guarde. Amém.
- Que Ele nos mostre a Sua face e se compadeça de nós. Amém.
- Que volte para nós o Seu olhar e nos dê a paz. Amém.
- Abençoe-nos Deus misericordioso, Pai, Filho e Espírito Santo. Amém.


...............
Mês da Bíblia 2015
Neste ano, o tema proposto para o aprofundamento do Mês da Bíblia é: "Discípulos missionários a partir do Evangelho de João", e o lema: "Permanecei no meu amor para produzir muitos frutos".
Assista ao vídeo sobre o tema:



Acompanhe, na próxima sexta-feira, mais uma reflexão sobre o Evangelho de João.
 

Comentário

As mulheres participam ativamente da vida eclesial
Em diversas ocasiões, os evangelhos informam que o grupo dos discípulos é muito mais amplo que o grupo dos Doze (Lc 6,13). O trecho do evangelho de hoje é um sumário da atividade de Jesus. À diferença dos rabinos que não aceitavam as mulheres como discípulas, no grupo dos Doze que acompanhavam Jesus, Lucas observa haver um grupo de mulheres. Isso é absolutamente novo e surpreendente. São mulheres, ao que se pode deduzir do texto, com uma história pessoal dramática e que foram libertadas pelo Senhor de seus males; e algumas dentre elas, supõe-se, são simpatizantes do “movimento do Galileu”. Mas o número delas é muito maior do que a pequena lista apresentada no texto (cf. Lc 23,53-56). As mulheres que haviam acompanhado Jesus desde a Galileia, assim como os amigos de Jesus, o acompanharam também na sua “via-crúcis” (cf. Lc 23,49). Supomos que as expressamente mencionadas ocupavam um lugar de liderança na comunidade primitiva. Os nomes de duas dentre elas, Maria Madalena e Joana, são mencionados no relato da ressurreição do Senhor (Lc 24,9-11). O nosso texto pretende instruir a comunidade cristã de que as mulheres participam ativamente com os seus dons da vida eclesial.
Pe. Carlos Alberto Contieri, sj
 

Oração

Pai, reveste-me do amor e da fidelidade necessárias para ser servidor do Reino. Que eu demonstre meu reconhecimento a ti, colocando minha vida a serviço do meu próximo.

O conteúdo deste Site - http://www.paulinas.org.br/diafeliz

Santo do Dia

São José Copertino - Religioso
1603-1663

18 de Setembro - São José de Copertino



No dia 17 de junho de 1603, nasceu, no reino de Nápoles, na aldeia de Copertino, um menino de nome José. Era o filho mais novo da família Desa, cujo pai, um pobre carpinteiro, mal conseguia sustentar a família. Ele veio ao mundo num pequeno estábulo, onde permaneceu nos primeiros meses de vida, porque o pai, endividado, teve de vender o pouco que possuíam.

Já naquela época, os desníveis sociais geravam miséria, insegurança e sofrimento, impedindo que filhos de famílias pobres estudassem e desenvolvessem sua cultura e inteligência. Mas, apesar de iletrado, o menino foi criado no rigor dos ensinamentos de Cristo, pois sua família era muito religiosa. Assim foi a infância de José. Os únicos talentos por ele manifestados foram de ordem espiritual: o da oração e o da caridade para com os mais necessitados, que sofriam as agruras da miséria, como ele.

Quando completou 17 anos, estava determinado a tornar-se frade, mas até os capuchinhos que o haviam aceitado como irmão leigo fizeram-no devolver o hábito, por causa da sua grande confusão mental. Isso causou a José um sofrimento muito grande. Mas não desistiu. Finalmente, foi aceito no Convento de Grotella, pelos Frades Menores, que o acolheram e lhe deram uma tarefa simples: cuidar de uma mula.

Mesmo renegado, estava determinado a ser sacerdote. Foi então que as graças divinas começaram a intervir na sua vida. Apesar da dificuldade que tinha em estudar, milagrosamente saía-se muito bem nas provas para tornar-se sacerdote. Desde então, começaram a aparecer sinais de predileção divina e fenômenos que atestavam sua santidade interior, presenciados pela comunidade de fiéis e irmãos da Ordem. Eram manifestações extraordinárias, como, por exemplo, curas totalmente milagrosas de doentes de todos os tipos de enfermidades. Ainda: em êxtases de oração, caminhava pela igreja sem colocar os pés no chão e, sem tomar nenhum cuidado com o corpo, exalava um fino e delicado odor. Por tudo isso, já era venerado em vida como santo.

Outro fato relevante na vida de José de Copertino é que, apesar de quase não ter nenhum estudo teológico, tinha o dom da ciência e era consultado por teólogos a respeito de questões delicadas. Espantosamente, tinha sempre respostas sábias e claras. Com isso, José conquistou a glória máxima e, mesmo sendo considerado o frade mais ignorante de toda a Ordem franciscana, sua fama de bom cristão, seu comportamento peculiar e seus milagres chegaram a Roma. O papa Urbano VIII convocou-o e recebeu-o com as honras de que era merecedor. Talvez esse tenha sido um dos dias mais felizes na vida de José de Copertino.

Em 1628, foi ordenado sacerdote. José de Copertino mergulhou tão profundamente nas coisas de Deus que acabou se tornando um conselheiro de padres, bispos, cardeais, chefes de Estado e religiosos em geral. Todos o procuravam. E ele os atendia com paciência, humildade e sabedoria, indicando-lhes a luz de que necessitavam.

José de Copertino morreu aos 60 anos de idade, no dia 18 de setembro de 1663, no Convento de Osímo, Itália. O local, que se tornara um ponto de peregrinação com ele ainda vivo, tornou-se, imediatamente, um santuário a ele dedicado. Festejado liturgicamente no dia de sua morte, este singular frade franciscano é considerado pelos estudiosos como "o santo mais simpático da hagiografia católica".

Os frequentes êxtases espirituais, que lhe permitiam "voar" literalmente pela igreja, fizeram de são José de Copertino o padroeiro dos aviadores e paraquedistas. Também, devido à sua determinação diante das numerosas dificuldades encontradas nos estudos e exames de seleção, é considerado o santo padroeiro dos estudantes que se encontram nessa condição, anualmente.

 Texto: Paulinas Internet - O conteúdo deste Site - http://www.paulinas.org.br/diafeliz

quinta-feira, 17 de setembro de 2015

Evangelho do dia - "Tua fé te salvou. Vai em paz!"

Teus pecados estão perdoados - Lc 7,36-50

Um fariseu convidou Jesus para jantar. Ele entrou na casa do fariseu e sentou-se à mesa. Uma mulher, pecadora da cidade, soube que Jesus estava à mesa na casa do fariseu e trouxe um frasco de alabastro, cheio de perfume. Ela postou-se atrás, aos pés de Jesus e, chorando, lavou-os com suas lágrimas. Em seguida, enxugou-os com os seus cabelos, beijou-os e os ungiu com perfume. Ao ver isso, o fariseu que o tinha convidado comentou: "Se este homem fosse profeta, saberia quem é a mulher que está tocando nele: é uma pecadora!" Então, Jesus falou: "Simão, tenho uma coisa para te dizer". Ele respondeu: "Fala, Mestre!". “Certo credor tinha dois devedores. Um lhe devia quinhentas moedas de prata, e o outro cinquenta. Como não tivessem com que pagar, perdoou a ambos. Qual deles o amará mais?”. Simão respondeu: “Aquele ao qual perdoou mais”. Jesus lhe disse: “Julgaste corretamente”. Voltando-se para a mulher, disse a Simão: “Estás vendo esta mulher? Quando entrei na tua casa, não me ofereceste água para lavar os pés; ela, porém, lavou meus pés com lágrimas e os enxugou com seus cabelos. Não me beijaste; ela, porém, desde que cheguei, não parou de beijar meus pés. Não derramaste óleo na minha cabeça; ela, porém, ungiu meus pés com perfume. Por isso te digo: os muitos pecados que ela cometeu estão perdoados, pois ela mostrou muito amor. Aquele, porém, a quem menos se perdoa, ama menos". Em seguida, disse à mulher: "Teus pecados estão perdoados". Os convidados começaram a comentar entre si: "Quem é este que até perdoa pecados?" Jesus, por sua vez, disse à mulher: "Tua fé te salvou. Vai em paz!"

Santo do Dia


17 de Setembro - São Roberto Belarmino

Bispo e doutor da Igreja (1542-1621)


Roberto Francisco Rômulo Belarmino veio ao mundo no dia 4 de outubro de 1542, em Montepulciano, Itália. Era filho de pais humildes e católicos de muita fé. Tiveram 12 filhos, dos quais seis abraçaram a vida religiosa, tal foi a influência do ambiente cristão que proporcionaram a eles com os seus exemplos.

O menino Roberto nasceu franzino e doente. Talvez por ter tido tantos problemas de saúde nos primeiros anos de existência, dedicou atenção especial aos doentes durante toda a vida. Embora constantemente enfermo, Roberto demonstrou desde muito cedo uma inteligência surpreendente, que o levou ao magistério e a uma carreira eclesiástica vertiginosa. Em 1563, foi nomeado professor do Colégio de Florença e, um ano depois, passou a lecionar retórica no Piemonte. Em 1566, foi para o Colégio de Pádua, onde também estudou teologia e, em 1567, mudou para a escola de Louvain, sendo, então, já muito conhecido em todo o país como excelente pregador.

Em 1571, tendo concluído todos os estudos, recebeu a ordenação sacerdotal e entrou para a Companhia de Jesus. Unindo a sabedoria das ciências terrenas, o conhecimento espiritual e a fé, escreveu os três volumes de uma das obras teológicas mais consultadas de todos os tempos: "As controvérsias cristãs sobre a fé", um tratado sobre todas as heresias.

Mais tarde, em 1592, Belarmino foi nomeado diretor do Colégio Romano, que contava com 202 professores e 2 mil estudantes, entre os quais duzentos jesuítas. Lá, realizou um trabalho de tamanha importância que, algum tempo depois, foi nomeado para o cargo de superior provincial napolitano, função em que ficou apenas por dois anos, pois o papa Clemente VIII reclamava sua presença em Roma, para auxiliá-lo como consultor no seu pontificado. Nesse período, produziu outra obra famosa: "Catecismo", que teve dezenas de edições e foi traduzido para mais de 50 idiomas.

Com a morte do papa Clemente VIII, o seu sucessor, papa Leão XI, governou a Igreja apenas por 27 dias, vindo a falecer também. Foi assim que o nome de Roberto Belarmino recebeu muitos votos nos dois conclaves para a eleição do novo sumo pontífice. Mas, no segundo, surgiu o novo papa, Paulo V, que imediatamente o chamou para trabalharem juntos no Vaticano. Esse trabalho ocupou Belarmino durante os 22 anos seguintes.

Morreu aos 79 anos de idade, em 17 de setembro de 1621, apresentando graves problemas físicos e de surdez, consequência dos males que o acompanharam por toda a vida. Com fama de santidade ainda em vida, suas virtudes foram reconhecidas pela Igreja, sendo depois beatificado, em 1923. A canonização de são Roberto Belarmino foi proclamada em 1930. No ano seguinte, recebeu o honroso título de Doutor da Igreja. A sua festa litúrgica foi incluída no calendário da Igreja na data de sua morte, a ser celebrada em todo o mundo cristão.

Conteúdo publicado em Comece o Dia Feliz. http://www.paulinas.org.br/diafeliz